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Corpo de Zilda Arns chega a Curitiba

Médica sanitarista é velada no Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná

Corpo foi envolto na Bandeira Nacional para o cortejo
Corpo foi envolto na Bandeira Nacional para o cortejo Foto : Paulo Pinto
O caminhão dos bombeiros com o corpo da médica Zilda Arns, que morreu no terremoto no Haiti, chegou no final da manhã desta sexta-feira ao Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná, onde o velório será realizado. O cortejo saiu do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde pousou o avião vindo de Brasília.

De acordo com Caroline Arns, filha do senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda, o velório estará aberto ao público até as 13h, quando será realizada uma celebração apenas com os familiares, presidida por dom Geraldo Magella Agnelo, cardeal arcebispo de Salvador, cofundador da Pastoral da Criança. Após as 14h, a visitação volta a ser aberta a visitação pública.

A missa de corpo presente será sábado, às 14h. O enterro, restrito aos familiares, ocorrerá no Cemitério Municipal da Água Verde, em Curitiba.

Além do senador Flávio Arns, também vieram no avião o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e a freira brasileira Rosângela Altoé, de 55 anos, da Congregação Imaculada Conceição, que estava na mesma igreja em que o teto desabou e onde Zilda morreu.

Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns foi fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança. Irmã do cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, d. Paulo Evaristo Arns, ela dedicou sua vida a trabalhos de solidariedade e ao combate à desnutrição infantil. Em 1983, a pedido do irmão, fundou a Pastoral, entidade que tem apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e atua em 27 países. Também estava envolvida na coordenação da Pastoral da Pessoa Idosa.

Zilda nasceu em Forquilhinha (SC), era viúva e deixa quatro filhos; Rubens, Nelson, Rogério e Heloísa. Ela será enterrada no Cemitério da Água Verde, em Curitiba, ao lado de seu marido, Aloysio Bruno Neumann, falecido em 1978, e de uma filha que perdeu dias após o parto. No Haiti, Zilda participava da Conferência dos Religiosos e acompanhava o início dos trabalhos da Pastoral da Criança no país caribenho.

Sua atuação rendeu diversos prêmios e homenagens no Brasil e no mundo. Ela foi a indicada oficial do governo brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz quatro vezes: em 2001, 2002, 2003 e 2005. Em janeiro de 2006, dentro da campanha "Mil Mulheres para a Paz", foi uma das indicadas ao Nobel junto com outras 999 mulheres de todo o mundo. Ontem, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o lançamento da candidatura póstuma de Zilda Arns ao Prêmio Nobel, caso seja possível.

Com informações do R7.