Poucas horas depois, a exumação foi concluída e o túmulo novamente fechado. "A operação terminou, o túmulo voltou a ser fechado e as amostras foram entregues aos especialistas franceses, suíços e russos", afirmou à AFP uma fonte da comissão de investigação sobre a morte do dirigente histórico palestino.
O mufti de Jerusalém, Mohamad Hussein, estava presente na Mukata, quartel-general da Autoridade Palestina em Ramallah, onde está o túmulo de Arafat. "Tinha que estar presente no momento de abertura do túmulo", declarou à AFP.
Diante da Mukata havia uma ambulância estacionada. Vários especialistas com roupas apropriadas entraram no local para a operação. O túmulo ficou atrás de toldos de plástico azul por duas semanas. As peças começaram a ser retiradas após a exumação.
Uma cerimônia com honras militares marcou ainda a exumação de Arafat. Os especialistas internacionais devem determinar se o líder palestino foi envenenado com polônio, hipótese retomada depois da exibição, em julho, de um documentário que revelou a existência de vestígios desta substância radioativa em objetos pessoais que pertenceram a Arafat.
Os especialistas devem analisar as amostras em seus respectivos países. Juízes franceses, convocados depois da denúncia de assassinato apresentada pela viúva de Arafat, Suha, também estavam presentes.