Os corpos de 103 pessoas mortas nos atentados de sexta-feira à noite, em Paris, foram identificados, mas entre "20 e 30" vítimas ainda precisam ser identificadas, indicou neste domingo o primeiro-ministro francês, Manuel Valls. "Há 103 corpos identificados, mas ainda há entre 20 e 30 pessoas que não foram identificadas. Elas o serão nas próximas horas", indicou durante um encontro com as famílias das vítimas. Ao menos 129 pessoas morreram nos atentados, enquanto mais de 350 ficaram feridas.
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Os líderes do G20 reunidos em Antalya, na Turquia, desejam transmitir uma mensagem "dura" contra o terrorismo, menos de 48 horas após os atentados de Paris, prometeu neste domingo o presidente turco, enquanto a França espera compromissos concretos. "Acredito que nossa resposta ao terrorismo internacional vai se concretizar de maneira muito forte, muito dura, nesta cúpula do G20", declarou o anfitrião da cúpula, pouco depois de uma reunião com o presidente americano Barack Obama.
Este, por sua vez, prometeu "redobrar" os esforços para eliminar a organização Estado Islâmico (EI), que reivindicou os ataques na capital francesa. Os atentados na sexta-feira à noite em Paris, que fizeram pelo menos 129 mortos, se impôs como a principal questão a ser discutida pelos chefes de Estado e de Governo dos países mais poderosos do mundo, reunidos neste domingo e segunda-feira para uma reunião de cúpula no resort turco de Antalya.
De acordo com várias fontes, o G20 poderia publicar um comunicado especial sobre o terrorismo, além do tradicional comunicado final consagrado às questões econômicas internacionais. O presidente russo, Vladimir Putin, pediu unidade na luta contra o terrorismo, enquanto os países ocidentais e a Rússia divergem sobre a estratégia a adotar para acabar com o conflito na Síria, onde o Estado Islâmico está fortemente estabelecido.
Moscou é de fato o único apoio aberto ao presidente sírio Bashar al-Assad entre os países membros do G20. "Só podemos controlar a ameaça terrorista se toda a comunidade internacional unir seus esforços", declarou Putin, durante uma reunião dos líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), pouco antes do início do G20. "Todos nós vimos o horror que aconteceu em Paris e nos solidarizamos com aqueles que sofreram", afirmou, acrescentando que "nós continuamos a defender a união de nossos esforços contra a ameaça terrorista de forma eficaz".
Corpos de vítimas de atentados em Paris são identificados
Ataques deixaram 129 pessoas mortas na França