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Corpos de vítimas de atentados em Paris são identificados

Ataques deixaram 129 pessoas mortas na França

Corpos de vítimas de atentados em Paris são identificados
Corpos de vítimas de atentados em Paris são identificados Foto : Patrick Kovarick / AFP / CP
Os corpos de 103 pessoas mortas nos atentados de sexta-feira à noite, em Paris, foram identificados, mas entre "20 e 30" vítimas ainda precisam ser identificadas, indicou neste domingo o primeiro-ministro francês, Manuel Valls. "Há 103 corpos identificados, mas ainda há entre 20 e 30 pessoas que não foram identificadas. Elas o serão nas próximas horas", indicou durante um encontro com as famílias das vítimas. Ao menos 129 pessoas morreram nos atentados, enquanto mais de 350 ficaram feridas.

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Os líderes do G20 reunidos em Antalya, na Turquia, desejam transmitir uma mensagem "dura" contra o terrorismo, menos de 48 horas após os atentados de Paris, prometeu neste domingo o presidente turco, enquanto a França espera compromissos concretos. "Acredito que nossa resposta ao terrorismo internacional vai se concretizar de maneira muito forte, muito dura, nesta cúpula do G20", declarou o anfitrião da cúpula, pouco depois de uma reunião com o presidente americano Barack Obama.

Este, por sua vez, prometeu "redobrar" os esforços para eliminar a organização Estado Islâmico (EI), que reivindicou os ataques na capital francesa.  Os atentados na sexta-feira à noite em Paris, que fizeram pelo menos 129 mortos, se impôs como a principal questão a ser discutida pelos chefes de Estado e de Governo dos países mais poderosos do mundo, reunidos neste domingo e segunda-feira para uma reunião de cúpula no resort turco de Antalya.

De acordo com várias fontes, o G20 poderia publicar um comunicado especial sobre o terrorismo, além do tradicional comunicado final consagrado às questões econômicas internacionais. O presidente russo, Vladimir Putin, pediu unidade na luta contra o terrorismo, enquanto os países ocidentais e a Rússia divergem sobre a estratégia a adotar para acabar com o conflito na Síria, onde o Estado Islâmico está fortemente estabelecido.

Moscou é de fato o único apoio aberto ao presidente sírio Bashar al-Assad entre os países membros do G20. "Só podemos controlar a ameaça terrorista se toda a comunidade internacional unir seus esforços", declarou Putin, durante uma reunião dos líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), pouco antes do início do G20. "Todos nós vimos o horror que aconteceu em Paris e nos solidarizamos com aqueles que sofreram", afirmou, acrescentando que "nós continuamos a defender a união de nossos esforços contra a ameaça terrorista de forma eficaz".