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O premiê informou ainda que as caixas-pretas da aeronave, atualmente nas mãos dos separatistas pró-russos que controlam a região em que o voo MH17 caiu, serão entregues à Malásia, e que os investigadores internacionais terão acesso garantido ao local da queda.
O trem refrigerado transportando os mais de 280 corpos das vítimas do avião da Malaysia Airlines já deixou a estação de Torez, em zona rebelde, segundo uma testemunha no local. O veículo segue para Kharkiv, uma grande cidade controlada pelas forças de Kiev, onde os corpos serão examinados e identificados antes de serem entregues às famílias. Sua partida foi atrasada pelos rebeldes pró-russos que exigiram que o trem fosse conduzido pelos especialistas internacionais e não pelas autoridades ucranianas.
Obama faz apelo a Putin
Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo a seu colega russo Vladimir Putin a pressionar os rebeles separatistas no leste da Ucrânia para que cooperem com a investigação sobre a queda do avião malaio. "O presidente Putin disse que é favorável a uma verdadeira investigação, mas essas palavras devem ser seguidas por atos: cabe à Rússia insistir para que os separatistas (...) assegurem aos investigadores um acesso imediato e completo ao local da catástrofe", declarou Obama, que denunciou o caos reinante na região, um verdadeiro "insulto" às famílias das vítimas.
A Rússia tem "uma influência direta sobre os separatistas" e o presidente russo "tem uma responsabilidade direta em obrigá-los a cooperar com a investigação. É o mínimo que podem fazer", insistiu Obama. "Nosso objetivo imediato é recuperar os corpos daqueles que morreram, investigar exatamente o que aconteceu e estabelecer os fatos. Devemos garantir que a verdade apareça e que as responsabilidades pela catástrofe sejam atribuídas", acrescentou o presidente americano.
Obama advertiu Moscou que, caso não consiga frear os separatistas, ficará cada vez mais isolado e receberá novas sanções dos Estados Unidos. "Os custos da conduta das autoridades russas só aumentarão", concluiu.