"Em breve apresentaremos os primeiros casos. Vários indivíduos estão envolvidos, entre um e cinco", disse Moreno Ocampo, sem revelar nomes. "Temos provas de ataques sistemáticos contra civis (...), de prisões em massa e de casos de tortura na Líbia", completou o promotor.
Em algumas semanas os Estados Unidos vão apresentar as provas aos juízes. Eles poderão rejeitá-las, aceitá-las ou exigir informações complementares, mas Ocampo acredita que há o suficiente.
Em 3 de março passado Moreno Ocampo anunciou a abertura de um investigação por crimes contra a humanidade visando especialmente o coronel Muammar Kadhafi e três de seus filhos. A investigação também envolveu quatro altos funcionários do regime líbio, entre eles o chanceler Mussa Kussa e o ex-primeiro ministro Abu Zeyd Omar Dorda.
O promotor afirma que as forças de Kadhafi utilizaram bombas de fragmentação contra civis.
A investigação também aponta violações dos rebeldes em Benghazi contra africanos suspeitos de auxiliar as tropas de Kadhafi.