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Costa Cruzeiros culpa "falhas de julgamento" de comandante por naufrágio

Francesco Schettino não teria respeitado as normas da empresa na tragédia que matou ao menos cinco pessoas

Navio teria batido numa pedra e ficado preso no lado esquerdo, inclinando e fazendo com que a água entrasse
Navio teria batido numa pedra e ficado preso no lado esquerdo, inclinando e fazendo com que a água entrasse Foto : Filippo Monteforte/AFP/CP
A empresa Costa Cruzeiros, proprietária do navio Costa Concordia afirmou neste domingo que a responsabilidade pelo naufrágio, que matou ao menos cinco pessoas, foi do comandante, Francesco Schettino. Segundo a companhia, ele praticou falhas de avaliação e "não observou os procedimentos" para situações de emergência. Dois corpos, de um espanhol e de um italiano foram localizados neste domingo.

"Parece que o comandante cometeu erros de julgamento que tiveram graves consequências. Além disso, suas decisões na gestão da emergência ignoraram os procedimentos da Costa Cruzeiros, que seguem as normas internacionais", relatou a nota oficial. O comunicado informa que Schettino entrou na companhia em 2002, como responsável de segurança, sendo promovido a comandante em 2006, após concluir com sucesso todos os cursos de formação.

A companhia acrescentou que os membros da tripulação "realizam exercícios de evacuação a cada duas semanas" e que os "passageiros participam igualmente de um exercício" de abandono de navio logo após o embarque. A empresa explicou que as operações de resgate prosseguem e que não é possível informar um quadro definitivo da catástrofe por que "a situação está em constante evolução". A Costa Cruzeiros garantiu ter agido "imediatamente para impedir um eventual impacto ambiental" devido ao naufrágio, e que "elabora um plano de intervenção com a empresa líder no setor, a Smit&Salvage", após ter estabelecido uma "barreira de isolamento em torno do casco".

O naufrágio ocorreu no final da noite de sábado, quando a embarcação seguia para a ilha de Giglio. O navio teria batido numa pedra e ficado preso no lado esquerdo, inclinando e fazendo com que a água entrasse. A embarcação tinha mais de 4 mil pessoas a bordo. Destes, 47 passageiros e seis tripulantes eram brasileiros. Segundo o Itamaraty, todos já estão em segurança. Dois grupos de gaúchos chegaram a salvo ao Rio Grande do Sul neste domingo.

O comandante e o primeiro oficial, Ciro Ambrosio, foram detidos e interrogados por várias horas pelo promotor da província de Grosseto Francesco Verusio. De acordo com informações do jornal italiano Corriere Della Sera, eles serão acusados por homicídios e abandonar o navio quando ainda havia muitos passageiros a serem salvos.

Os investigadores afirmaram que o comandante deixou a embarcação por volta das 23h30min (horário local), quando a maioria dos passageiros e tripulantes aguardavam a evacuação. O navio foi esvaziado por volta das 3h.

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