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Crescimento da Bolívia desacelera com baixa demanda de gás do Brasil

Contudo, trata-se de uma das melhores cifras de crescimento comparada com as projeções para as regiões vizinhas

Crescimento da Bolívia desacelera com baixa demanda de gás do Brasil
Crescimento da Bolívia desacelera com baixa demanda de gás do Brasil Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
A Bolívia registrou um crescimento econômico de 3,94% de junho de 2016 a junho de 2017, menor que nos anos anteriores, principalmente pela redução da demanda de gás natural do Brasil, anunciou o governo do país nesta segunda-feira.

"O Brasil foi nos demandando menos do que normalmente, não é sobre a produção de hidrocarbonetos, é uma questão da demanda do Brasil", disse em coletiva de imprensa o ministro de Economia, Mario Guillén, que anunciou os dados macroeconômicos. Contudo, trata-se de uma das melhores cifras de crescimento comparada com as projeções para seus vizinhos na região.

Baseado em dados oficiais da petroleira estatal YPFB, ele explicou que a demanda brasileira em alguns meses flutuou entre 14,5 milhões e 17,5 milhões de metros cúbicos diários (mmcd) de gás, até voltar aos habituais 26 mmcd. A demanda Argentina se manteve estável.

Segundo Guillén, o crescimento de 12 meses, de junho de 2016 a junho deste ano, é de 3,94%. A Bolívia cresceu 4,9% em 2012; 6,2% em 2013; 5,9% em 2014; 5,3% em 2015; e 4,4% em 2016.  Além disso, de acordo com o ministro, "antecipamos que vamos terminar o ano com um crescimento de mais de 4%", mas não irá exceder 4,5% - o que permite
aos trabalhadores bolivianos acessar um bônus duplo em dezembro.

A dupla remuneração foi cumprida em 2013, 2014 e 2015, após a entrada em vigor de um decreto do presidente Evo Morales.