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Crimeia adota declaração de independência para se unir à Rússia

Sessão extraordinária teve aprovação de 78 dos 100 parlamentares que votaram

Sessão extraordinária teve aprovação de 78 dos 100 parlamentares votantes
Sessão extraordinária teve aprovação de 78 dos 100 parlamentares votantes Foto : Yury Kirnichny / AFP / CP
O parlamento regional da Crimeia aprovou nesta terça-feira, durante sessão extraordinária, uma declaração de independência da Ucrânia para se juntar ao território russo. Segundo a agência Interfax, esse é mais um passo processual necessário para o território pedir a homologação da incorporação com a Rússia. A decisão emergencial ocorre antes do referendo marcado para o dia 16 de março, no próximo domingo, que vai consultar a população sobre a decisão. Na semana passada, o mesmo parlamento já havia votado a favor da separação.

Segundo a agência russa Ria Novotis, a declaração foi aprovada por 78 dos 100 membros do parlamento crimeniano. "Esse documento é muito importante para reforçar nosso referendo e ajudar a Crimeia a se incorporar a Rússia", disse o parlamento em comunicado.

Na manhã desta terça, o presidente deposto da Ucrânia, Viktor Yanukovich, disse que ainda se considera o presidente legítimo do país e que as eleições marcadas para maio são ilegais. Em comunicado entregue na Rússia, onde está refugiado, Yanukovich não emitiu opinião sobre o referendo na Criméia. Contudo, culpou o governo interino por alimentar as divisões que têm impulsionado a dissolução da península na Ucrânia. "A Ucrânia está passando por um momento difícil", disse Yanukovich. "Suas divergências levaram à cisão da Crimeia. Acima de tudo,
vamos sobreviver a este tumulto".

Yanukovich manteve o tom desafiador com os países do ocidente, acusando os líderes de legitimar um novo governo ucraniano que tomou o governo ilegalmente através da força. "Eu gostaria de lembrar a todos que não sou apenas o líder legítimo da Ucrânia, mas também o chefe do Exército. Ainda estou vivo e não fui cassado de acordo com as normas da Constituição ucraniana", afirmou.

Guarda Nacional

Com a situação agravante na Crimeia, o presidente em exercício da Ucrânia, Oleksandr Turchynov, pediu nesta
terça-feira a formação de uma Guarda Nacional para combater os movimentos militares russos no país. O Parlamento Nacional vai avaliar a possibilidade de transformar as tropas do Ministério do Interior em uma guarda defensiva, incluindo todos os voluntários e membros do Exército.

O primeiro-ministro interino do país, Arseniy Yatsenyuk, viaja amanhã para Washington, nos Estados Unidos, para se encontrar com o presidente Barack Obama. Ele tem intensificando os pedidos às nações ocidentais para que defendam a Ucrânia contra um país (Rússia) "que está armado até os dentes e tem armas nucleares".

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