Crise migratória não pode ser resolvida com barreiras, diz governo alemão

Crise migratória não pode ser resolvida com barreiras, diz governo alemão

Áustria anunciou que vai erguer uma cerca na fronteira com a Eslovênia

AFP

Áustria anunciou que vai erguer uma barreira na fronteira com a Eslovênia

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A crise dos refugiados vivida pela Europa não pode ser resolvida com a construção de barreiras ou muros, afirmou nesta quarta-feira um porta-voz do governo alemão depois que a Áustria anunciou que vai erguer uma barreira na fronteira com a Eslovênia. "Não acreditamos que o problema atual dos refugiados, a crise dos refugiados que afeta a todos na Europa, possa ser resolvido com a construção de barreiras ou muros", afirmou Steffen Seibert.

A ministra do Interior austríaca, Johanna Mikl-Leitner, anunciou que seu país construirá uma cerca a longo da fronteira com a Eslovênia para controlar o fluxo de migrantes. "É para garantir uma entrada ordenada e controla em nosso país, e não sobre fechar a fronteira", declarou ao canal de televisão Oe1. "Nas últimas semanas vários grupos de imigrantes se mostraram impacientes, agressivos e emotivos. Temos que tomar precauções", completou.

Mikl-Leitner, do partido conservador OVP, que integra a coalizão de governo ao lado dos social-democratas (SPO), disse que é necessário adotar "medidas importantes e duradouras" ante o risco de tumulto entre os migrantes e refugiados, que a cada dia esperam por várias horas no frio para atravessar a fronteira. A ministra não revelou detalhes sobre a construção da cerca, que segundo a imprensa terá vários quilômetros.

Johanna Mikl-Leitner foi muito criticada quando mencionou a criação de uma "fortaleza europeia", mas o Partido Social-Democrata do chanceler Werner Faymann parece aprovar a proposta da cerca "para controlar a chegada de migrantes de maneira organizada", nas palavras do ministro da Defesa, Gerald Klug, que pertence ao SPO.

Em meados de outubro, a Hungria fechou a fronteira com a Croácia e construiu uma cerca de arame farpado, o que levou milhares de migrantes que entram na Europa pela Grécia a seguir até a Eslovênia, com o objetivo final de chegar aos países do norte da Europa. Desde 17 de outubro, quase 90 mil migrantes passaram pela Eslovênia.

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