Mundo

Crise sobre orçamento pode debilitar EUA no mundo, diz Kerry

Falta de acordo entre republicanos e democratas paralisa a administração americana

Crise sobre orçamento pode debilitar EUA no mundo, diz Kerry
Crise sobre orçamento pode debilitar EUA no mundo, diz Kerry Foto : Bay Ismoyo / AFP / CP
Uma crise orçamentária prolongada em Washington poderia debilitar a posição dos Estados Unidos no mundo, afirmou neste sábado o secretário de Estado americano John Kerry. "As pessoas podem começar a colocar em dúvida a vontade dos Estados Unidos para manter o rumo e sua capacidade para fazê-lo. Mas não é o caso e não acredito que seja", disse em uma entrevista coletiva antes da abertura, segunda-feira, da reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) na ilha indonésia de Bali.

• Obama pede fim da "farsa"

A falta de acordo entre republicanos e democratas sobre o orçamento paralisa desde terça-feira a administração americana e não parece estar perto de uma solução. A crise orçamentária obrigou o presidente Barack Obama a anular uma viagem pelo continente asiático, mas Kerry ressaltou que sua ausência não afetará as relações dos Estados Unidos com a região. "Serei claro. Nada do que acontece (em Washington) diminui uma polegada de nosso compromisso com nossos sócios na Ásia", afirmou ao desembarcar em Bali.

Kerry substitui Obama na viagem asiática e deixou claro que considera os republicanos responsáveis pela paralisia do orçamento. "Pessoalmente acredito que é temerário", disse Kerry sobre o bloqueio, antes de citar o "risco" que representa para a defesa nacional. Barack Obama pretendia participar na segunda-feira na reunião da Apec, que inclui 21 países da Ásia-Pacífico, e depois do encontro da Asean (Associação de Nações do Sudeste da Ásia) em Brunei, antes de encerrar a viagem com escalas na Malásia e nas Filipinas.

Analistas consideram que o cancelamento da viagem de Obama poderia afetar a estratégia de transformar a Ásia no eixo da política externa americana. A ausência do presidente dos EUA deixa o campo livre para a China e seu presidente Xi Jinping, que deseja ganha influência na região.


Bookmark and Share