O salto é considerável, mais ainda se for levado em conta que - segundo dados da Fundação Poder Ciudadano -, em 2003, quando Néstor Kirchner se tornou presidente, o gasto em publicidade oficial era de 11,5 milhões de dólares. O orçamento total da secretaria este ano, considerando-se as atribuições e a verba transferidas de outros órgãos do governo, pode chegar a 480 milhões de dólares.
O organismo, que havia ficado sem um secretário desde 2008, passa às mãos de Juan Manuel Abal Medina, descendente de uma histórica família de militantes e guerrilheiros da ala da esquerda do peronismo e homem de total confiança de Cristina. Representantes do governo indicaram que neste ano "está em jogo o futuro do modelo", em referência à permanência - ou não - da administração Kirchner após as eleições presidenciais e parlamentares de outubro. Por este motivo, sustentam, é preciso centralizar a estratégia de comunicação.
O partidor opositor União Cívica Radical (UCR) criticou a ação do governo, afirmando que "a ampliação da secretaria reafirma a política da administração de controle e submissão dos meios de comunicação". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.