"Pingüino" (pinguim) era o apelido do ex-presidente, em referência ao animal característico da Patagônia, terra natal de Kirchner e onde ele será sepultado nesta sexta-feira. "Cristina vai ser a candidata dos argentinos e vai ganhar as eleições, não tenho nenhuma dúvida", disse o chanceler.
No entanto, ele explicou que a candidatura não está fechada, já que é algo que a presidente precisa decidir. Mas fez questão de declarar apoio a Cristina. Néstor Kirchner, que morreu na quarta-feira aos 60 anos após um ataque cardíaco fulminante, era um presidenciável para 2011.
Ao comentar a sucessão na secretaria geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Timerman disse que vai ser difícil, já que para ele Kirchner "era muito importante, era algo mais que um secretário-geral, era um estadista que podia aconselhar". Ao ser questionado sobre Cristina Kirchner, que sucedeu o marido e assumiu a presidência em 2007, o chanceler disse: "É uma líder política por direito próprio, não é a viúva que herda, é a condutora do governo porque assim foi eleita".