Um juiz argentino disse nesta sexta-feira que a ex-presidente Cristina Kirchner deve ir a julgamento devido à suposta corrupção relacionada à concessão de contratos públicos na Patagônia, seu reduto político.
O juiz federal Julian Ercolini também determinou os julgamentos do ex-ministro de Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços Julio de Vido e do magnata Lazaro Baez - figuras próximas a Cristina Kirchner e seu marido, o falecido ex-presidente Nestor Kirchner.
Nestor e Cristina Kirchner presidiram a Argentina entre 2003 e 2015.
Cristina Kirchner, De Vido e Baez são suspeitos de associação ilícita, irregularidades na concessão de contratos públicos na província de Santa Cruz e de terem se beneficiado de contratos outorgados à empresa de construção Austral, de Baez, no valor de US$ 2,4 bilhões, de acordo com o Centro de Informação Judicial (CIJ).
A data do julgamento de Kirchner ainda não foi definida. De acordo com a lei argentina, Kirchner - hoje senadora pelo partido Unidade Cidadã (peronista de centro-esquerda) - pode ser julgada e condenada, mas a imunidade parlamentar a protege da prisão. Baez e De Vido, entretanto, foram postos em prisão preventiva.
Alegando inocência, Kirchner expressou há alguns meses seu desejo de comparecer perante um juiz para fornecer "esclarecimentos definitivos e públicos".
Cristina Kirchner tem outros julgamentos a enfrentar, um deles pelo sistema cambial supostamente irregular do Banco Central durante seu governo e outro por suposto acobertamento a iranianos acusados de autoria do atentado contra o centro judaico-argentino AMIA, em 199
Cristina Kirchner deve ir a julgamento por corrupção
Ex-presidente e atual senadora pode ser condenada, mas não irá para a cadeia devido à imunidade parlamentar