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Cristina Kirchner nomeia engenheiro para a presidência da YPF

Especialista em exploração de hidrocarbonetos já teve passagem empresa expropriada

Um engenheiro especialista em petróleo que vem de Londres, onde trabalhava na poderosa companhia americana Schlumberger, será o novo gerente-geral da YPF, expropriada da espanhola Repsol. No ato de promulgação da lei de expropriação de 51% das ações da YPF, sancionada na quinta-feira, a presidente Cristina Kirchner apresentou Miguel Galuccio, um engenheiro especialista em exploração de hidrocarbonetos, que simboliza o perfil professional que se pretende impor na maior empresa da Argentina.

"Teremos uma YPF alinhada com os interesses do país e absolutamente profissionalizada, o que não quer dizer que não tenha condução política", disse Kichner, esclarecendo que não se pode confundir "política partidária com a política de um país". Galuccio, de 44 anos, trabalhou na YPF na década de 90 quando a empresa argentina já tinha sido transformada em uma sociedade anônima, antes de que em 1999 a petroleira fora adquirida pelo grupo espanhol Repsol.

O engenheiro chegou a dirigir as operações da YPF na Indonésia e em 1999 foi trabalhar na Schlumberger, a poderosa companhia norte-americana que provê serviços de exploração e perfuração para campos petrolíferos.
Até um mês atrás, Galuccio estava radicado em Londres onde presidia a subsidiária Integrated Project Manager (IPM).

O Congresso sancionou na noite de quinta-feira a lei que expropria da Repsol 51% do capital da petroleira YPF, por ampla maioria e com o argumento de que a estatização aliviará o crescente déficit energético. A iniciativa do governo mereceu represálias comerciais da Espanha e duras advertências em defesa dos investimentos estrangeiros dos Estados Unidos, a União Europeia (UE) e órgãos financeiros internacionais.

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