O coágulo, entre a meninge e o cérebro, apareceu depois que a presidente sofreu uma batida na cabeça em agosto passado. A tomografia computadorizada, feita na época, não registrou o hematoma, mas o sangue foi se acumulando aos poucos até pressionar o cérebro e provocar os primeiros sintomas: arritmia e formigamento no braço. A presidente internou-se na segunda-feira e o coágulo foi retirado no dia seguinte.
A operação coincidiu com a reta final da campanha para as eleições legislativas, no dia 27 de outubro, que vai definir o apoio político à Cristina Kirchner nos últimos dois anos de seu segundo mandato. Os resultados das primárias de agosto e das pesquisas de opinião indicam que o governo pode manter a maioria na Câmara dos Deputados, mas corre o risco de perdê-la no Senado.
Se seguir a recomendação médica, Cristina Kirchner ficará afastada das duas últimas semanas de campanha e não poderá descansar em Calafate – a casa que tem na Patagônia argentina.