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Cristina Kirchner será operada na manhã desta terça

Presidente argentina foi diagnosticada com hematoma no cérebro

Presidente argentina foi internada nesta segunda
Presidente argentina foi internada nesta segunda Foto : Presidência da Argentina / Divulgação / AFP
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, chegou no começo da tarde desta segunda-feira à Fundação Favaloro, clínica onde ficou internada no último sábado e foi diagnosticada com hematoma no cérebro. Ela será submetida a uma cirurgia na manhã desta terça.

"A presidente apresentou no domingo um formigamento em seu braço esquerdo registrando uma transitória e leve perda de força muscular em seu membro superior. É indicada a intervenção cirúrgica que consiste na retirada do hematoma", indicou a Fundação em comunicado assinado pelo médico Fernando Iglesias.

Kirchner realizou nesta segunda-feira novos exames depois do diagnóstico de traumatismo craniano que provocou um hematoma subdural crônico, segundo informou o governo no fim de semana. "Os hematomas subdurais acontecem quando se acumula sangue no espaço subdural, entre as membranas do cérebro, e os sintomas aparecem entre a semana e um mês depois do traumatismo", explicou o médico Fernando Iglesias.

As imagens das emissoras de TV locais mostraram que a presidente chegou à clínica às 13h. No sábado à noite, depois de mais de seis horas internada no local, o porta-voz da presidência, Alfredo Scoccimarro, leu uma nota oficial assinada pela unidade médica presidencial, na qual revelou que a presidente foi diagnosticada com um hematoma no cérebro, resultado de um traumatismo craniano provocado por um tombo no dia 12 de agosto. Naquela ocasião, Cristina se submeteu a uma tomografia e o resultado foi normal.

"Os hematomas subdurais acontecem quando se acumula sangue no espaço subdural, entre as membranas do cérebro, e os sintomas aparecem entre a semana e um mês depois do traumatismo", informou o médico Fernando Iglesias.
A nota explicou ainda que a presidente sentia arritmia cardíaca e dores de cabeça.

A presidente argentina sofreu vários episódios de hipotensão nos últimos anos que a obrigaram a suspender atividades oficiais. Em janeiro de 2012, menos de um mês depois de ter iniciado o segundo mandato, a chefe de Estado foi submetida a uma operação de extirpação da glândula tireoide, mas os médicos constataram que ela não sofria de câncer como havia sido diagnosticado inicialmente.

O período de repouso envolve as importantes eleições legislativas de 27 de outubro, que marcam a metade de seu segundo mandato, que vai até 2015. A presidente Kirchner participava de vários eventos relacionados à votação, após a derrota de seu principal candidato nas primárias que consagraram os postulantes para as eleições parlamentares.

O traumatismo craniano foi sofrido em 12 de agosto, um dia depois das primárias. Suas circunstâncias não foram divulgadas pelo governo. Em caso de enfermidade presidencial, a Constituição prevê que o vice-presidente assuma como interino. Nesse caso, a autoridade recai sobre Amado Boudou, de 50 anos, ex-ministro da Economia de Cristina Kirchner, entre 2009 e 2011.

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