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Cristina tem evolução positiva, diz porta-voz do governo argentino

Presidente argentina foi submetida à cirurgia na terça

Presidente argentina apresenta boa recuperação
Presidente argentina apresenta boa recuperação Foto : Pablo Porciuncula / AFP
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, se recupera favoravelmente da cirurgia para drenagem de um hematoma na cabeça, realizada na terça-feira, informou o porta-voz da Presidência, Alfredo Scoccimarro.

"A presidente está se recuperando muito bem. Tomou café da manhã. E, há pouco, almoçou verduras cozidas ao vapor", indicou Scoccimarro sobre o terceiro boletim médico após a cirurgia, divulgado a pouco.

"A presidente manda um beijo a todos os argentinos", repetiu o porta-voz, em meio aos aplausos de alguns seguidores de Cristina Kirchner, que mantêm vigília em frente ao hospital, onde foi montado uma espécie de santuário com inúmeros cartazes de alento à presidente.

A nota dos médicos distribuída após a declaração do porta-voz informou que Cristina continua internada na unidade de terapia intensiva e que os exames de controle foram satisfatórios. O boletim médico foi assinado pelos médicos Facundo Manes, diretor do Instituto de Neurociência, e Gerardo Bozovich, diretor do Hospital da Fundação Favaloro, e pelos dois responsáveis da unidade médica presidencial, Luis Buonomo e Marcelo Ballesteros.

As visitas continuam permitidas somente para os familiares de Cristina, a mãe Ofelia Wilhelm, os filhos Florencia e Máximo e a irmã Giselle Fernández, além dos funcionários mais próximos, o porta-voz e os secretários de Assuntos Legais e Técnicos, Carlos Zannini, e da Presidência, Oscar Parrilli.

A satisfatória recuperação de Cristina leva a expectativas de que ela possa reassumir o cargo antes do prazo inicial estimado de 30 dias. Porém, a julgar pelas declarações de especialistas sobre a necessidade de um repouso estrito, pelo menos durante as primeiras duas semanas após a cirurgia, dificilmente a presidente apareceria em público antes das eleições parlamentares do dia 27 de outubro.

Enquanto isso, a equipe de confiança da presidente tem limitado a exposição pública do presidente interino, o vice-presidente Amado Boudou, como representante do governo. A medida é uma prevenção para que a desgastada imagem de Boudou não contamine ainda mais a reta final da campanha dos candidatos oficiais. Zaninni, Parrilli e o chefe de Gabinete, Juan Manuel Abal Medina, tentam isolar Boudou, cuja situação está bastante complicada pelos inúmeros processos na justiça que o investigam por corrupção.

Segundo a deputada kirchnerista Diana Conti (Frente pela Vitória/FPV), Máximo Kirchner também participa das decisões do governo, embora não ocupe nenhum cargo público. "Máximo Kirchner sempre opinou e com muito critério", disse ela.

Boudou apenas cumpre o protocolo e está afastado da campanha eleitoral da província de Buenos Aires, o principal distrito eleitoral do país. Cristina havia centralizado a campanha para tentar reverter a derrota em, pelo menos 16 das 24 províncias, sinalizada pelos resultados das eleições primárias que definiram os candidatos dos partidos, em agosto passado. Nos últimos dias, este grupo de funcionários mais próximos à presidente tem aparecido nos atos de campanha para tentar suprir a ausência da presidente.

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