Após receber duras críticas do presidente dos EUA, Barack Obama, sobre a atuação durante o ataque terrorista frustrado do último dia de Natal, quando um nigeriano tentou explodir um avião que ia de Amsterdã a Detroit, os serviços de inteligência americanos prometeram melhorar seus sistemas de controle. O diretor nacional de inteligência, Dennis Blair, disse em um comunicado que irá trabalhar para evitar novas falhas. "Estamos nos preparando para os novos desafios", escreveu Blair, que, ao lado da secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e do diretor da CIA, Leon Panetta, se reuniu com Obama na terça-feira.
Na reunião privada, de acordo com trechos da conversa divulgados pela Casa Branca, Obama foi duro com os auxiliares. "Foi uma cagada que poderia ter tido um resultado desastroso", teria dito o presidente. Após o encontro, Obama foi a público e fez duras críticas aos setores de inteligência, embora sem apontar nomes. "Este não foi um fracasso para coletar informações de inteligência, mas um fracasso para conectar e entender os dados que já possuíamos", disse Obama. "Não tolerarei isso", afirmou, prometendo reformas e acrescentando que os EUA precisam fazer um trabalho melhor.
De acordo com uma fonte da Casa Branca, Obama ainda estuda fazer mudanças na cúpula de inteligência e seus auxiliares tentam identificar exatamente onde as falhas aconteceram e como evitá-las. Oficialmente, no entanto, o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs disse que o presidente ainda mantém sua confiança em Napolitano, Panetta e Blair.
Ainda não está claro quanto tempo levará para eventuais mudanças no sistema de inteligência aconteceram. Ontem, no entanto, Obama sublinhou a urgência das reformas. "Nós vamos melhorar e o faremos rapidamente. Vidas americanas estão em jogo", disse.
Em 25 de dezembro, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab tentou detonar um explosivo em pó escondido em sua cueca pouco antes de o avião pousar em Detroit, mas acabou não conseguindo e foi dominado por outros passageiros. Se ele tivesse sido bem sucedido, a explosão causaria um buraco na fuselagem e a queda do avião que levava cerca de 300 pessoas a bordo. Ele havia embarcado em Lagos, na Nigéria, e feito uma conexão em Amsterdã, antes de viaj ar aos EUA.
Criticado por Obama, setor de inteligência promete mudanças
Presidente americano sobe o tom contra agências de inteligência após atentado frustrado no dia de Natal