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Cuba afrouxa política de crédito para atrair capital privado

Presidente Raúl Castro justifica medida como “atualização” do socialismo na ilha

Cuba afrouxa política de crédito para atrair capital privado
Cuba afrouxa política de crédito para atrair capital privado Foto : Adalberto Roque / AFP / CP
O governo de Cuba flexibilizou, com novas tarifas de empréstimos e prazos de pagamento, a política de créditos criada em 2011 para incentivar a procura de financiamentos pelo setor privado, noticiaram hoje veículos noticiosos oficiais.

Desde o início da liberalização da política de créditos, o Banco Central de Cuba concedeu mais de 218 mil créditos a particulares, mas apenas 550 a trabalhadores por conta própria, segmento alvo da medida, segundo dados do diário Juventud Rebelde.

A nova resolução publicada neste sábado na página da internet do jornal oficial de Cuba baseia-se na necessidade de “atualizar a referida norma para incentivar a concessão de financiamento às pessoas autorizadas a exercer trabalho por conta própria e a outras formas de gestão não estatal”.

As novas regras baixam o valor mínimo de crédito para o setor não estatal, de 3 mil pesos cubanos (112 dólares) para 1 mil (37,33 dólares), e aumentam de cinco para dez anos o prazo para pagar os empréstimos.

Elas preveem também que, em alguns casos, os presidentes dos bancos tenham “excepcionalmente” a prerrogativa de autorizar créditos “de montantes inferiores e prazos superiores aos estabelecidos” pela lei. A nova lei insere-se nas reformas promovidas pelo presidente cubano, Raúl Castro, para “atualizar” o socialismo cubano e superar a crise econômica da ilha.

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