O governo cubano negou nessa sexta-feira que
o prisioneiro Wilmar Villar Mendoza, morto ontem, fosse um dissidente e estivesse em greve de fome, atribuindo as críticas por sua morte a uma "campanha internacional difamatória", segundo uma nota publicada em um portal do governo. "Há provas abundantes e depoimentos que mostram que ele não era um dissidente, nem estava em greve de fome", diz o governo de Raúl Castro na nota oficial, publicada na noite desta sexta-feira no portal Cubadebate (
www.cubadebate.cu), 24 horas após a morte de Villar. "Há dias, agências de notícias estrangeiras, principalmente de Miami, vêm promovendo uma intensa campanha internacional difamatória, juntamente com elementos contrarrevolucionários internos, que apresentam Villar Mendoza como um suposto dissidente que morreu após uma greve de fome na prisão", diz a nota oficial.
O corpo de Villar foi sepultado hoje no povoado de Contramaestre, em Santiago de Cuba, numa cerimônia reservada aos familiares e sob "forte vigilância policial", informou a ativista Ana Luisa Bedey, do grupo opositor Damas de Branco. "Cuba lamenta a morte de qualquer ser humano, condena energicamente as manipulações grosseiras de nossos inimigos, e saberá desarmar esta nova agressão com a verdade e a firmeza que caracterizam nosso povo", assinala a nota do governo.
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