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CUT do Chile diz que 600 mil participaram de protestos

Governo acusa central sindical de oportunismo por se somar às manifestações dos estudantes

CUT do Chile diz que 600 mil participaram de protestos
CUT do Chile diz que 600 mil participaram de protestos Foto : Hector Retamal / AFP / CP
A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central sindical chilena, qualificou de bem sucedida a manifestação realizada em Santiago e outras cidades do país em meio à greve geral de 48 horas. "Hoje, tivemos sucesso em nossas convocações recentes, mais adiante seremos igualmente abertos, mas vocês (governo) devem aprender a escutar seu povo, não se fechem", disse à imprensa Arturo Martínez, líder da CUT.

Martínez estimou em mais de 600 mil pessoas a participação nos protestos nacionalmente, durante coletiva de imprensa da qual foi acompanhado por outros líderes sociais e estudantis. A passeata dos trabalhadores ocorreu no segundo dia de uma greve de 48 horas convocada pela CUT com demandas como uma reforma da Constituição e uma mudança no Código de Trabalho e a queda dos impostos sobre os combustíveis.

Por sua vez, o governo acusou a CUT de se somar aos protestos estudantis, que já duram três meses e pedem educação de qualidade e gratuita, por oportunismo. "O que fica claro é que o tema é a educação. No protesto desta quinta, vimos os mesmos jovens das manifestações estudantis. A CUT somou-se ao movimento estudantil", assegurou o porta-voz Chadwick. 

"Dizem que hoje em dia os trabalhadores estão se pendurando no movimento estudantil. A verdade é que sempre estivemos juntos. As demandas dos estudantes são demandas sociais", respondeu Camila Vallejos, uma das mais líderes estudantis.

O protesto se desenvolvia de forma pacífica pelas ruas do centro de Santiago, mas foi concluído com alguns confrontos. Fez parte da greve iniciada na quarta-feira, dia no qual foram registrados incidentes que culminaram com 456 detidos e 78 feridos, na maioria policiais, segundo balanços oficiais. 


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