Martínez estimou em mais de 600 mil pessoas a participação nos protestos nacionalmente, durante coletiva de imprensa da qual foi acompanhado por outros líderes sociais e estudantis. A passeata dos trabalhadores ocorreu no segundo dia de uma greve de 48 horas convocada pela CUT com demandas como uma reforma da Constituição e uma mudança no Código de Trabalho e a queda dos impostos sobre os combustíveis.
Por sua vez, o governo acusou a CUT de se somar aos protestos estudantis, que já duram três meses e pedem educação de qualidade e gratuita, por oportunismo. "O que fica claro é que o tema é a educação. No protesto desta quinta, vimos os mesmos jovens das manifestações estudantis. A CUT somou-se ao movimento estudantil", assegurou o porta-voz Chadwick.
"Dizem que hoje em dia os trabalhadores estão se pendurando no movimento estudantil. A verdade é que sempre estivemos juntos. As demandas dos estudantes são demandas sociais", respondeu Camila Vallejos, uma das mais líderes estudantis.
O protesto se desenvolvia de forma pacífica pelas ruas do centro de Santiago, mas foi concluído com alguns confrontos. Fez parte da greve iniciada na quarta-feira, dia no qual foram registrados incidentes que culminaram com 456 detidos e 78 feridos, na maioria policiais, segundo balanços oficiais.
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