Após rondar a estabilidade ao longo da tarde, o dólar à vista se firmou em baixa na última hora de negócios, encerrando a sessão desta quinta-feira, 3, em queda de 0,28%, a R$ 5,4050, perto da mínima do dia (R$ 5,4040). Trata-se do menor valor de fechamento desde junho de 2024 (R$ 5,3904).
Operadores relatam possível entrada de fluxo para a bolsa e para a renda fixa domésticas. A liquidez mais reduzida, na véspera do feriado de 4 de julho nos EUA, onde os mercados estarão fechados, deixou a formação da taxa de câmbio mais sujeita a transações pontuais.
Dados fortes do mercado de trabalho americano esfriaram as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve já neste mês, levando ao fortalecimento do dólar ante pares, como o euro e o iene, e à alta das taxas dos Treasuries. Boa parte das divisas emergentes, contudo, subiu em relação ao dólar, apoiada pela valorização de commodities, como o minério de ferro, na esteira de dados positivos da economia chinesa.
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Analistas apontam que, apesar da postergação do corte de juros pelo Fed, a redução de temores de recessão nos EUA estimula o apetite ao risco, o que favorece outras moedas. Outro ponto é a perspectiva de que a administração de Donald Trump firme acordos comerciais com seus principais parceiros antes de 9 de julho, prazo final para retorno das tarifas recíprocas.
O relatório de emprego (payroll) mostrou geração de 147 mil vagas em junho nos EUA, acima da mediana de analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast (110 mil). Houve queda surpreendente da taxa de desemprego (de 4,2% para 4,1%) e aumento do salário médio por hora, embora abaixo do estimado pelo mercado.
Já o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), subiu de 49,9 em maio para 50,8 em junho, pouco abaixo das previsões (51). Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.