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Dassault teria baixado preço do Rafale para conseguir contrato com o Brasil

Empresa francesa ainda não confirma a informação

Foto : PARIS, França (AFP)
O construtor francês Dassault, que disputa a venda para o Brasil de 36 aviões de combate Rafale, reduziu o preço de seus aparelhos para aumentar suas possibilidades de obter esse contrato multimilionário. A informação está na edição desta sexta do jornal francês Liberation.

"O preço do Rafale em queda para favorecer a venda ao Brasil", afirma o Liberation antes de explicar que, segundo uma fonte segura, a Dassault reduziu em 40% o valor da aeronave. A empresa negou a informação. Os franceses competem pelo de US$ 7 bilhões (€ 5 bilhões) com a norte-americana Boeing e a sueca Saab.

Segundo o jornal, num primeiro momento o grupo Dassault havia proposto um preço por unidade de € 98 milhões (US$ 145 milhões), "bastante mais caro que os modelos concorrrentes, o F-18 americano e o Gripen NG sueco". O Liberation afirma ainda que, durante sua visita ao Brasil em setembro, o presidente francês Nicolas Sarkozy "se comprometeu que a Dassault ofereceria um preço pago pelo exército francês", ou seja, € 50 milhões por unidade.

"O construtor aeronáutico seguiu nesse caminho, apesar de acrescentar um extra pelo transporte para o Brasil", insistiu o jornal. A publicação diz que, do lado francês, se teme que essa redução não seja suficiente para obter o contrato multimilionário, sobre o qual deve ainda se pronuncia a Força Aérea Brasileira (FAB).

"A Dassault aposta numa escolha política por parte do Brasil em favor do Rafale para não ter que baixar seu preço, enquanto que Paris gostaria que isso acontecesse", afirma o Liberation, que cita fontes ligadas ao caso. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia expressado sua preferência pelo aparelho da Dassault, pois a França está disposta a transferir tecnologia para Brasília.