O governador do estado de Utah, Spencer Cox, revelou neste domingo (14) que o suspeito de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk, o estudante Tyler Robinson, tinha uma "ideologia esquerdista" e vivia com uma companheira que está em processo de transição de gênero. A declaração de Cox em uma entrevista à CNN pode acirrar o já tenso debate político nos Estados Unidos, país polarizado por questões ideológicas.
Robinson, de 22 anos, foi preso na noite da última quinta-feira sob a suspeita de ter matado Kirk a tiros durante um evento em um campus universitário. O governador afirmou que a parceira do suspeito está "cooperando" com os investigadores e não tem relação com o crime.
A ameaça à paz política e o discurso de ódio
A revelação da ideologia do atirador, baseada em informações de familiares e amigos, reforçou o discurso de figuras e meios de comunicação conservadores que, seguindo os passos de Donald Trump, têm denunciado a influência da "esquerda radical". A ativista de extrema direita Laura Loomer chegou a pedir a "designação do movimento trans como um movimento terrorista", enquanto o bilionário Elon Musk se manifestou criticando a ideologia de esquerda.
Charlie Kirk, o fundador do grupo conservador Turning Point USA, era conhecido por suas críticas contundentes aos direitos LGBTQ+, especialmente aos direitos das pessoas trans. Em uma publicação no X em agosto, ele se referiu ao "culto da morte do delírio trans" após um ataque a tiros em uma igreja de Minneapolis. As provocações de Kirk, que se apresentava como cristão, acirraram o debate. Um ex-membro do gabinete do ex-presidente democrata Joe Biden, Pete Buttigieg, defendeu a rejeição de qualquer tentativa de explorar a violência política.
O funeral de Kirk está marcado para 21 de setembro em um estádio perto de Phoenix, no Arizona, com a presença de Donald Trump já confirmada.