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Democratas adiam convenção para eleger candidato à Casa Branca

Partido anunciou que evento vai ocorrer na semana de 17 de agosto

Convenção vai ocorrer na semana de 17 de agosto
Convenção vai ocorrer na semana de 17 de agosto Foto : Jeff Kowalsky / AFP / CP

A convenção democrata nos Estados Unidos, que deve escolher o candidato que disputará a eleição com o presidente Donald Trump em novembro, foi adiada por um mês, para a semana de 17 de agosto, devido à pandemia do Covid-19, anunciou o partido nesta quinta-feira. 

O evento, que deve reunir milhares de participantes, é realizado na cidade de Milwaukee, Wisconsin, onde foi originalmente agendado para os dias 13 e 16 de julho. "No atual clima de incerteza, acreditamos que a decisão mais inteligente é levar mais tempo para monitorar como essa situação se desenrola, para que possamos posicionar melhor nosso partido em uma convenção segura e bem-sucedida", disse o chefe do Comitê da Convenção Nacional, o democrata Joe Solmonese, anunciando a decisão em um comunicado. 

A decisão foi tomada "à luz da crise de saúde sem precedentes" que o país enfrenta, disseram os organizadores, planejando "ajustar o modo de convenção, o número de participantes e sua agenda" para limitar os riscos de contágio, de acordo com a declaração. 

Os Estados Unidos, que já têm mais de 5,3 mil mortes pelo surto do novo coronavírus, são o país do mundo com os casos mais confirmados (mais de 226 mil) da pandemia. 

Cerca de nove em cada dez americanos receberam ordens para ficar em casa para conter a propagação do vírus, e cerca de 10 milhões de pessoas no país solicitaram seguro-desemprego nas últimas duas semanas devido à interrupção generalizada das atividades. 

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, um favorito moderado de 77 anos na disputa pela nomeação do partido, havia pedido que a convenção fosse adiada devido à pandemia. Biden compete contra o senador independente Bernie Sanders, 78, mas tem uma liderança quase intransponível. 

O presidente do Partido Democrata, Tom Pérez, elogiou a colaboração da cidade de Milwaukee durante "esta crise global" e destacou a importância de Wisconsin, um estado que surpreendeu em 2016 ao eleger Trump para a Casa Branca depois de votar dois vezes por seu antecessor democrata Barack Obama. "Em particular, queremos chamar a atenção para Wisconsin como um estado-chave, pois é o cerne de tantas promessas que Donald Trump não cumpriu", acrescentou. 

Desde 13 de março, 15 estados e um território remarcaram seus votações devido à crise da saúde. Wisconsin, entretanto, ainda tem primárias previstas para a semana de partir de 7 de abril. Sanders pediu o adiamento dessas eleições na quarta-feira.