O Partido Democrata conquistou a maioria nas duas Casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, desta terça-feira, 3. O resultado representa uma derrota para o presidente Donald Trump, que perde o controle do Legislativo na metade do segundo mandato.
Os democratas tiveram desempenho acima do esperado em estados onde o republicano venceu com folga em 2024 e passam a ter poder para barrar a agenda do governo nos próximos dois anos. Com a apuração ainda em andamento, confira abaixo os resultados parciais de cada Casa e quais cadeiras seguem em aberto.
Senado
Os democratas precisavam de quatro cadeiras a mais para obter a maioria e chegaram a 54 senadores, contra 44 dos republicanos, conforme a apuração da Associated Press (AP). Sete das vagas conquistadas pelo partido pertenciam a republicanos.
No Texas, o democrata James Talarico venceu o republicano Ken Paxton e se tornou o primeiro democrata eleito senador pelo estado em 38 anos. Em Ohio, Sherrod Brown derrotou o senador Jon Husted, e no Kansas, Adam Hamilton superou o senador Roger Marshall. No Maine, a senadora republicana Susan Collins perdeu para o democrata Troy Jackson.
Os democratas também ficaram com as cadeiras do Iowa, com Josh Turek, da Carolina do Norte, com Roy Cooper, que venceu Michael Whatley, e da Carolina do Sul, com Annie Andrews, que derrotou Darline Graham.
O partido manteve ainda as vagas que já ocupava em estados disputados. Em Michigan, Abdul El-Sayed venceu o republicano Mike Rogers e será o primeiro muçulmano eleito para o Senado. Na Geórgia, Jon Ossoff foi reeleito, e em New Hampshire e Minnesota os democratas venceram as disputas por cadeiras abertas.
Com o resultado parcial, os republicanos passam a ter 44 senadores, número que inclui parlamentares cujo mandato não estava em disputa nesta eleição. Entre os eleitos do partido, Ashley Moody venceu a democrata Angie Nixon na eleição especial da Flórida, e Pete Ricketts foi reeleito em Nebraska ao derrotar o independente Dan Osborn. Também garantiram novo mandato Tom Cotton, no Arkansas, Jim Risch, em Idaho, Mike Rounds, na Dakota do Sul, Shelley Moore Capito, na Virgínia Ocidental, e Bill Hagerty, no Tennessee.
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Duas disputas ainda não têm vencedor. Como os democratas já garantiram a maioria, elas definem apenas o tamanho da vantagem. Conforme atualização das 9h desta quarta-feira, 4, no Mississippi, a senadora republicana Cindy Hyde-Smith e o democrata Scott Colom aparecem empatados, com 48,9% cada e cerca de 96% dos votos apurados.
Já no Alasca, o senador republicano Dan Sullivan tem 48,5%, contra 47,7% da democrata Mary Peltola, com 72% dos votos apurados.
Câmara dos Representantes
Na Câmara, os democratas somam 231 cadeiras, contra 139 dos republicanos, segundo a AP e a CNN Internacional. Outros veículos, como o jornal The New York Times, contabilizam 228 deputados democratas e o mesmo número de republicanos. Os números divulgados pela imprensa são projeções e ainda não são oficiais. São necessárias 218 cadeiras para a maioria, patamar que os democratas já superaram em todas as contagens.
Segundo a CNN, a maior parte das vagas ainda sem vencedor está na Califórnia, com 12 disputas pendentes, e no Arizona, onde cinco das nove cadeiras seguem abertas e os democratas lideram em três.
Colorado, Michigan, Tennessee e Washington ainda têm três disputas sem definição cada, enquanto Carolina do Sul, Utah e Virgínia têm duas.
➡️ Os novos parlamentares tomam posse em 3 de janeiro de 2027, data em que começa a nova legislatura. Até lá, os resultados ainda precisam ser oficializados.
Nos EUA, não existe um órgão nacional como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cada estado organiza a própria eleição, conta os votos e certifica o resultado, processo que pode levar semanas e, em alguns casos, passar de um mês. As vitórias divulgadas na noite da eleição são projeções feitas pela imprensa com base na apuração.
*Com informações da AP e da CNN.