Os democratas comemoravam suas primeiras vitórias nesta terça-feira (3), no início da apuração das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, consideradas um veredito sobre o governo do presidente Donald Trump. Alguns dos principais veículos de imprensa e mercados de projeção já indicavam controle total de Senado e Câmara dos Representantes pela oposição a Trump.
A oposição busca conquistar a maioria na Câmara dos Representantes, que possui 435 cadeiras, e também tenta avançar no Senado, onde 35 das 100 vagas estão em disputa. O New York Times projetava mais de 95% de chances de tomarem o controle total do Congresso, às 23h50min.
Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras para obter a maioria no Senado e alcançaram uma primeira vitória na Carolina do Norte, com Roy Cooper. Pesquisas também indicavam uma posição favorável ao partido em outros estados tradicionalmente conservadores, como Texas, Ohio e Kansas.
Uma derrota republicana no Senado poderia favorecer politicamente uma nova tentativa de destituição de Trump, que enfrentou dois processos de impeachment durante seu primeiro mandato (2017-2021). A abertura do processo depende da Câmara dos Representantes, enquanto uma condenação exige o voto de dois terços dos senadores presentes.
Na Geórgia, o democrata Jon Ossoff, considerado uma das principais promessas da esquerda norte-americana, manteve sua cadeira. Já na Flórida, os republicanos demonstravam maior resistência, embora com resultados mais apertados do que o habitual.
Em caso de derrota, Trump afirma estar disposto a se transformar no "Senhor Veto", bloqueando iniciativas legislativas de um Congresso controlado pela oposição. O cenário poderia ampliar ainda mais a tensão política no país.
Ex-prefeita de Atlanta, a democrata Keisha Bottoms foi eleita governadora da Geórgia e se tornará a primeira mulher negra a ocupar o cargo nos Estados Unidos, segundo projeções da CNN e da NBC News.
Keisha derrotou o executivo do setor de saúde Rick Jackson, candidato republicano. O atual governador, Brian Kemp, atingiu o limite de mandatos e não pôde concorrer novamente.