"Eu tomo esta decisão por motivos pessoais. A renúncia é irrevogável", disse Ravinet, depois de se reunir com o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter. "O que posso dizer? Para mim foi um cargo agradável por dez meses, enquanto estive nele.”
A controvérsia em torno de Ravinet surgiu, pela primeira vez, depois da compra de material para a reconstrução do Chile, devastado pelo terremoto de 27 de fevereiro de 2010. Há suspeitas de que houve a compra de uma ponte a um preço excessivamente elevado. Foi aberta uma comissão para investigar a operação.
A crise se agravou com a conclusão da Controladoria-Geral do Chile e críticas da oposição sobre a compra de uma casa para o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Christian Le Dantec. O custo estimado da casa é superior a US$ 1 milhão.
Logo depois, Ravinet se envolveu em outra polêmica: levantou a hipótese de os militares resistirem na integração de atividades em casos de catástrofes naturais – comuns no Chile onde frequentemente ocorrem tremores de terra e tsunamis. "No futuro, os militares ficarão relutantes em prestar assistência às autoridades civis em catástrofes naturais", disse ele.