Nesta sexta-feira, um dos carros da família, um Citroen C5, foi encontrado no estacionamento de um hotel em Roquebrune-sur-Agens, no departamento de Var (sudeste da França). A família viveu no local antes de se instalar em Nantes.
As investigações foram deslocadas orientaram para essa região depois de ter sido registrado um saque de 30 euros num caixa automático do local, no dia 14 de abril. Segundo o procurador de Nantes, Xavier Ronsin, na noite de 12 de abril, o homem em questão jantou sozinho e dormiu num albergue em Pontet, departamento de Vaucluse (sudeste).
Segundo Xavier Ronsin, os investigadores descobriram que a passagem de Ligonnès pela região coincide com "a data do desaparecimento de uma mulher" do departamento de Var, Colette Deromme. Um vizinho da família, Fabrice, contou que há 15 dias viu Xavier de Ligonnès colocando "enormes sacolas no carro", um "C5". Disse também ter visto a esposa, Agnès, mãe dos quatro filhos, pela última vez no domingo, 4 de abril.
Afirmou que "dias depois", os dois cães da raça labrador da casa "ladraram durante toda a noite, e depois, houve um silêncio absoluto".
Longe de pensar num ataque de loucura, os policiais parecem inclinar-se para uma cena preparada minuciosamente: o contrato de aluguel da casa foi rescindido; os amigos e a direção da escola dos menores foram advertidos por carta que a família se mudava para o exterior. As autoridades também elaboram um estudo de personalidade do pai para tentar determinar alguns elementos que ainda estão confusos.
Segundo o procurador, Xavier Dupont de Ligonnès estava com frequência ausente de casa por motivos profissionais. De cabelos castanhos, cortados bem rente, rosto redondo e óculos de metal, o homem procurado teria sido gerente de uma pequena empresa perto de Pornic, nas imediações de Nantes, segundo a polícia judiciária. Outras informações dizem que trabalhava com turismo ou hotelaria.