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Depois de Trump, Israel faz “última advertência” ao Hamas

Hamas havia afirmado no fim de semana que está disposto a retomar "imediatamente" as negociações

Tensão no Oriente Médio se intensificou nesta segunda-feira
Tensão no Oriente Médio se intensificou nesta segunda-feira Foto : JAAFAR ASHTIYEH / AFP

A tensão no Oriente Médio se intensificou nesta segunda-feira (8), após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, exigir a rendição do Hamas. O ultimato de Katz ocorreu horas depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fazer uma "última advertência" para que o grupo islamista palestino liberte os reféns em Gaza.

"Esta é uma última advertência aos assassinos e estupradores do Hamas em Gaza e nos hotéis de luxo no exterior: libertem os reféns e entreguem as armas, ou Gaza será destruída e vocês aniquilados", escreveu Katz em sua conta na rede social X.

Disposição do Hamas para negociação

A declaração do ministro israelense ecoa o ultimato de Donald Trump no domingo, que também usou as redes sociais para alertar que "não haverá outra" chance. O Hamas, por sua vez, havia afirmado no fim de semana que está disposto a retomar "imediatamente" as negociações após receber uma nova proposta dos EUA, que atua como mediador junto com Egito e Catar.

O grupo palestino estaria disponível para "discutir a libertação de todos os prisioneiros em troca de uma declaração clara do fim da guerra, uma retirada completa [de Israel] da Faixa de Gaza e a formação de um comitê de palestinos independentes para administrar a Faixa". Estima-se que 47 reféns, dos 251 capturados em 7 de outubro de 2023, ainda estejam em cativeiro em Gaza, sendo que o Exército israelense acredita que 25 deles estejam mortos.

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