A intervenção acontece um dia depois de um novo dia de violência no país, que terminou com pelo menos 83 mortos e mais de mil supostos seguidores da Irmandade Muçulmana, movimento de Mursi, detidos. A repressão dividiu os egípcios e fragmentou o governo instalado pelo Exército, muito criticado em boa parte do mundo. Antes do cerco, a mesquita havia sido transformada em um necrotério improvisado, com mais de 20 corpos.
O Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ) de Mursi fez um apelo para que o governo evitasse outro "massacre", depois da morte pelo menos 578 pessoas na quarta-feira na ação policial para desalojar dois acampamentos dos simpatizantes do presidente deposto pelo Exército em 3 de julho.