Morales retornou as atividades oficiais, com atos públicos, depois de chegar a La Paz no final da noite dessa quarta procedente de Viena. França, Espanha, Itália e Portugal revogaram temporariamente autorizações de sobrevoo quando Morales viajava da Rússia, onde participou de um fórum de países produtores de gás natural. O motivo eram suspeitas de que a aeronave transportava o americano Edward Snowden, procurado pelos Estados Unidos.
Apenas o ministério das Relações Exteriores francês manifestou seu pesar pelo contratempo, enquanto o presidente François Hollande disse que autorizou imediatamente que o avião boliviano sobrevoasse a França quando soube que o presidente Morales estava a bordo. Depois de gestões bolivianas, Lisboa, Madri e Roma autorizaram que a aeronave presidencial atravessasse seu céu, podendo retornar a Bolívia.