A situação é particularmente dramática na Espanha e na Grécia, dois dos países mais afetados pela crise, onde o desemprego afeta uma em cada quatro pessoas em idade de trabalhar, e mais da metade dos jovens. Na Espanha, o desemprego subiu para 26,2% em outubro, enquanto na Grécia, onde os últimos dados disponíveis são de agosto, foi de 25,4%.
Com a contundência da crise, a situação se agravou consideravelmente no último ano nos países do sul da Europa: o desemprego passou de 18,4% a 25,4% entre agosto de 2011 e agosto de 2012 na Grécia; de 9,2% a 12,9% no Chipre; de 22,7% a 26,2% na Espanha e de 13,7% a 16,3% em Portugal. Em compensação, a Áustria, com 4,3%, Luxemburgo, com 5,1%, Alemanha, 5,4%, e Holanda 5,5% apresentam as taxas mais baixas.
No conjunto da União Europeia, a taxa de desemprego foi de 10,7% em outubro, contra os 10,6% em setembro. No total, 25,91 milhões de pessoas estavam, no entanto, sem emprego na UE em outubro. A título comparativo, a taxa de desemprego era de 7,9% em outubro nos Estados Unidos e de 4,2% no Japão, onde os últimos dados são de setembro.