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Dez anos da tragédia de Mariana: 19 mortos e mais de 30 cidades afetadas

Rompimento de barragem varreu comunidades em Minas Gerais

Tragédia de Mariana deixou 19 pessoas mortas
Tragédia de Mariana deixou 19 pessoas mortas Foto : Bombeiros/MG/Divulgação/CP Memória

O mais novo capítulo da Tragédia de Mariana, em Minas Gerais, veio justamente no momento em que o caso completou dez anos. O rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, causou a morte de 19 pessoas. Nesta sexta, a justiça britânica responsabilizou a BHP pelo dano, o que pode gerar indenizações para as famílias das vítimas e para a região.

O rompimento provocou um gigantesco deslizamento de lama com resíduos tóxicos que se espalhou por 650 quilômetros ao longo do Rio Doce até o oceano Atlântico. Quarenta milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro foram despejados

Além das mortes, o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco arrasou os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu e levou lama para a bacia do Rio Doce. Mais de 30 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo foram afetados e houve danos profundos ao meio ambiente, desde Mariana até o litoral capixaba.

Acordo antes de reparação

Vinte e seis municípios afetados pelo rompimento da barragem de Mariana aderiram ao acordo de reparação pelos danos, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O termo prevê pagamento de R$ 170 bilhões pela Samarco, mineradora responsável pela barragem que é controlada pela brasileira Vale e pela angloaustraliana BHP.

O prazo para adesão terminou quinta-feira (6). Os municípios que aderiram correspondem a 53% do total de 49 aptos a aceitar o acordo de reparação. Segundo a Samarco, dos 26 que assinaram a adesão 20 são mineiros e seis capixabas.

Em Minas Gerais, aderiram Bugre, Caratinga, Ponte Nova, Iapu, Santana do Paraíso, Marliéria, Córrego Novo, Sobrália, Pingo D’água, Santa Cruz do Escalvado, Rio Doce, Rio Casca, Dionísio, São Pedro dos Ferros, Raul Soares, Barra Longa, Ipatinga, Timóteo, Fernandes Tourinho e Sem Peixe.

No Espírito Santo, seis cidades aderiram: Anchieta, Fundão, Serra, Linhares, Conceição da Barra e São Mateus. Os 23 municípios que não aderiram não terão direito a receber os recursos previstos pelo acordo.