A Igreja cubana anunciou neste sábado que serão dez os presos políticos libertados para viajar à Espanha em breve, duplicando o número inicial de prisioneiros que o governo soltará no curto prazo, em um processo de libertação de 52 opositores. O arcebispado de Havana anunciou em um comunicado que os dissidentes Ricardo González, Normando Hernández, Omar Ruiz, Julio César Gálvez e Mikhail Bárzaga também "sairão em breve com destino a Espanha", em "continuidade com o processo de libertação de prisioneiros".
Até hoje não haviam sido libertados Luis Milán, Antonio Villarreal, Léster González, José Luis Paneque e Pablo Pacheco, os primeiros cinco que a Igreja anunciou na quinta-feira que seriam soltos, mas suas famílias disseram por telefone à AFP que as autoridades as contactaram e pediram que estivessem prontas para viajar a qualquer momento.
A Igreja Católica anunciou, na quarta-feira, em nota, a decisão do governo cubano de libertar 52 dissidentes. Cinco deles em prazo imediato e 47, em até quatro meses.
Dez presos cubanos vão ser libertados para viajar à Espanha
Com isso, dobra o número inicial de prisioneiros que o governo soltará no curto prazo