O correspondente da AFP contou 18 cadáveres em uma mesquita. Já testemunhas que não pertenciam a nenhum dos dois campos indicaram ter contado ao menos 20 cadáveres em outra mesquita não muito longe dali, transformada em necrotério improvisado.
O governo do Egito afirmou que está enfrentando um "complô terrorista" por parte da Irmandade Muçulmana. O rei Abdullah, da Arábia Saudita, proclamou seu apoio às autoridades egípcias contra o terrorismo e advertiu para o risco de ingerência nos assuntos internos do Cairo. Em uma declaração difundida pela agência oficial SPA, o soberano fez um apelo "aos egípcios, aos árabes e aos muçulmanos que se oponham a todos que tentarem desestabilizar o Egito".
Brasil manterá embaixada em funcionamento
O governo do Brasil decidiu manter a embaixada brasileira no Egito em funcionamento com a presença do embaixador Marco Antonio Diniz Brandão e sua equipe. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tovar da Silva Nunes, disse que, por enquanto, o governo brasileiro não pretende convocar o embaixador do Egito em Brasília, Hossam Edlin Mohamed Ibrahim Zaki, para prestar esclarecimentos, diferentemente do que fizeram vários europeus.
“Acompanhamos com preocupação o que ocorre no Egito e aguardamos também a avaliação da comunidade internacional, como houve ontem com o Conselho de Segurança (das Nações Unidas) que pediu o fim da violência e a máxima contenção”, ressaltou Tovar.
Ontem, a Embaixada do Brasil no Egito recomendou aos 140 brasileiros que vivem no país e também aos turistas que evitem transitar em áreas onde há riscos de protestos. “Em razão do ambiente de instabilidade política que se vivencia no Egito, a Embaixada do Brasil recomenda à comunidade brasileira e aos turistas que visitam o país evitar transitar em áreas da capital e de outras cidades onde possam ocorrer manifestações públicas”, diz o texto.