"Destaquei que a nossa experiência demonstra que ajustes fiscais extremamente recessivos só aprofundaram o processo de estagnação e de perda de oportunidades", analisou a presidente em sua primeira coletiva de imprensa poucas horas antes do início da Quinta Cúpula Brasil-União Europeia. "Dificilmente se sai da crise sem aumentar o consumo, o investimento e o nível de crescimento da economia", acrescentou Dilma após se reunir no Palácio Egmont com o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme.
A crise da dívida europeia e os planos que os europeus têm para resgatar a Grécia foram o tema central do jantar no castelo de Val Duchesse, em homenagem à presidente brasileira. Fontes da chancelaria nacional revelaram que foi "uma conversa geral" sobre a situação econômica da zona do euro antes da reunião dos países industrializados e emergentes do G20 (a maiores economias mundiais), prevista para o início de novembro na França.
Dilma também agradeceu o apoio da Bélgica à aspiração do País de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para o qual precisa superar a oposição de algumas potências, como os Estados Unidos, que criticam algumas posições adotadas pelo governo brasileiro.