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Dilma estreita laços do Brasil com elite acadêmica e tecnológica dos EUA

Presidente visitou Instituto Tecnológico de Massachusetts e Universidade de Harvard

Em Boston Dilma conheceu o Instituto Tecnológico de Massachusetts
Em Boston Dilma conheceu o Instituto Tecnológico de Massachusetts Foto : AFP
A presidente Dilma Rousseff aproveitou esta terça-feira, último dia de sua visita aos Estados Unidos, para estreitar os vínculos com a elite acadêmica e tecnológica mundial, em sua luta para superar o "gravíssimo atraso na educação" do Brasil. Dilma viajou nesta terça a Boston e à vizinha cidade de Cambridge, sedes do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Harvard. "Para o Brasil é muito importante o que estamos fazendo aqui. Abre um caminho que eu estou certa de que irá expandir cada vez mais", disse da assinatura de dois acordos de cooperação para aumentar o número de estudantes brasileiros no MIT e o intercâmbio de conhecimentos tecnológicos.

Em um projeto conjunto anunciado, a Escola de Engenharia do MIT assinou um convênio com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) de São Paulo para "explorar uma colaboração" que poderá dar lugar à "concepção, desenho e criação de um Centro de Inovação". Após a sua passagem pelo MIT, Dilma se reuniu com o governador de Massachusetts, o democrata Deval Patrick, e seguiu para Harvard, onde discursou na Kennedy School of Government (HKS), especializada em administração pública. Na HKS, ela ressaltou o crescimento com inclusão social no Brasil nos últimos anos, mas admitiu que o país tem um "gravíssimo atraso na educação" por resolver. "O Brasil é um dos poucos países do mundo onde a desigualdade foi reduzida ao invés de crescer. Não resolvemos a desigualdade, mas estamos resolvendo”.

O objetivo da presidente é impulsionar o programa "Ciência sem Fronteiras", que irá conceder 75 mil bolsas ao longo de quatro anos e que tem por objetivo obter avanços nas áreas de tecnologia e inovação, por meio do intercâmbio de pesquisadores, estudantes e professores entre instituições brasileiras e do exterior. Mais de 7 mil interessados se inscreveram para participar do programa só nos Estados Unidos. Foram selecionado 1,5 mil e 555 já estão em instituições americanas.

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