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Direita vence eleições legislativas do Japão com maioria absoluta

PLD do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe terá dois terços dos votos no parlamento

PLD do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe terá dois terços dos votos no parlamento
PLD do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe terá dois terços dos votos no parlamento Foto : Yoshikazu Tsuno/AFP/CP
O Partido Liberal Democrata (PLD), de direita, venceu as eleições legislativas no Japão por maioria absoluta, neste domingo. Com isso, voltará ao poder depois de passar três anos na oposição. Liderado pelo ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, o PLD obteve 253 cadeiras das 381 definidas até as 23h. O seu aliado Partido Komei, teria 25 cadeiras. Combinadas, as duas agremiações garantiram maioria absoluta de 269 cadeiras na Câmara Baixa conforme a rede de TV NHK.

Com a maioria absoluta, os dois partidos estarão habilitados a presidir todas as 17 comissões parlamentares permanentes da Câmara Baixa e a preencher mais da metade dos assentos em todas as comissões. Com isso, terão ainda a maioria de dois terços necessária para aprovar leis caso os projetos sejam rejeitados pelo Senado, a câmara alta do Parlamento, onde nenhum partido tem maioria.

O Partido Democrata do Japão (PDJ), no poder nos últimos três anos, aponta para uma derrota "esmagadora", na avaliação da imprensa. Shinzo Abe parece perto de voltar ao poder, depois de uma campanha na qual esboçou uma linha mais dura na política externa, em um momento de tensão com as autoridades chinesas por uma disputa sobre um grupo de ilhas no Mar da China Meridional. Neste domingo, Abe advertiu a China que as ilhas Senkaku, reivindicadas energicamente por Pequim, pertencem ao Japão.

A disputa territorial entre Tóquio e Pequim elevou a tensão desde setembro, após a nacionalização pelo Japão do pequeno arquipélago das Senkaku no Mar da China Meridional, comprado a um proprietário privado nipônico.
Pequim reivindica as ilhas com o nome de Diayu.

Mais de 100 milhões de japoneses estavam registrados para escolher os 480 deputados da câmara baixa, que por sua vez elegerão o primeiro-ministro que governará uma nação com demografia envelhecida, poderosa economicamente mas em recessão e com uma diplomacia fragilizada ante o gigante chinês. Trezentos deputados dos 480 serão designados em votação uninominal em 300 circunscrições locais. Os 180 restantes serão atribuídos de acordo com o método proporcional em 11 grandes zonas regionais.

Com o peso da conjuntura econômica mundial e da tripla tragédia de março de 2011 (terremoto, tsunami e catástrofe nuclear de Fukushima), o PDJ desmoronou em menos de um mandato depois de ter chegado ao poder com uma opinião pública entusiasmada, que deu ao partido 308 deputados há apenas três anos. Passando pelo aumento de uma dívida gigantesca (mais de 200% do PIB), o PDJ havia vencido graças a promessas generosas: escolaridade gratuita no ensino secundário, ajudas familiares, redução de impostos, imposto ao consumidor sem aumentos e supressão dos pedágios nas estradas.


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