A Rússia está cometendo "flagrantes violações das regras internacionais", afirmará o diretor do Mi5, o serviço secreto interno britânico, em um discurso em Berlim para solicitar a continuidade da cooperação na área de segurança após o Brexit.
De acordo com trechos do discurso divulgados com antecedência, Andrew Parker insistirá na tese britânica de que o atentado contra um ex-espião russo e sua filha na cidade inglesa de Salisbury constituiu um exemplo de "atividade maligna" que corre o risco de transformar a Rússia em um "pária ainda mais isolado". Moscou nega envolvimento no ataque com arma química e desafiou Londres a apresentar provas de suas acusações.
Parker acusará ainda a Rússia de iniciar uma campanha de desinformação após o atentado, uma "nuvem de mentiras, meias verdades e ofuscação", em um discurso - o primeiro de um líder do Mi5 no exterior - que terá a presença de outros comandantes de serviços secretos europeus.
Também agradecerá o apoio europeu à expulsão de diplomatas russos após os acontecimentos de Salisbury e nas investigações dos atentados sofridos pelo Reino Unido nos últimos anos. O diretor do Mi5 revelará que o Reino Unido desbaratou 12 planos de ataques no país desde março de 2017. "A cooperação europeia de inteligência hoje é simplesmente irreconhecível em comparação ao que era há cinco anos", afirmará, com um elogio: "No mundo incerto de hoje, precisamos desta força compartilhada mais do que nunca".
Diretor do serviço secreto britânico acusa Kremlin de violar regras internacionais
Mi5 sempre afirmou ter provas do envenenamento ex-espião russo e sua filha