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Dissidente em greve de fome pode estar com complicação renal

Guillermo Fariñas não urina desde que ingressou na UTI de um hospital em Santa Clara

Foto : AFP
O jornalista dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há 16 dias, pode estar sofrendo uma "complicação renal". Ele não urina desde que ingressou, nesta quinta-feira, na unidade de terapia intensiva do hospital de Santa Clara, disse nesta sexta-feira, sua porta-voz, Licet Zamora.

"Fariñas continua em observação, na UTI do hospital provincial 'Arnaldo Milián' e sua situação nos preocupa, embora os médicos não tenham confirmado a complicação renal", disse Zamora a partir de Santa Clara, 280 km a leste de Havana. "Estamos esperando os resultados dos exames realizados, acrescentou.

Fariñas, que realizou mais de 20 greves de fome e esteve preso três vezes por sua atividade opositora, sofreu quinta-feira um choque hipoglicêmico -semelhante ao de 3 de março. No hospital Milían, a informação é a de que está em estado "grave, mas estável".

A mãe do dissidente, Alicia Hernández, disse sentir-se "mais tranquila", porque seu filho "está internado, acompanhado por médicos 24 horas", mas lamentou que mantenha "sua posição de continuar" com o protesto, para exigir a libertação de 26 presos políticos cubanos.

"Está consciente, mas sente dores articulares, de cabeça, lombares, e apresenta sintomas de desidratação. Disse-me que se sente esgotado", comentou Hernández, que é enfermeira aposentada.

Fariñas começou o jejum no dia 24 de fevereiro, após a morte do preso político Orlando Zapata, de 42 anos, das consequências de uma greve de fome de dois meses e meio.

O jornalista dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome há 16 dias, pode estar sofrendo uma "complicação renal". Ele não urina desde que ingressou, nesta quinta-feira, na unidade de terapia intensiva do hospital de Santa Clara (centro).