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Ele se referia a documentos e equipamentos de computador que estão em posse dos EUA depois que as forças especiais invadiram a fortaleza do homem mais procurado do mundo. Bin Laden foi morto e o corpo, levado por oficiais americanos que dizem tê-lo jogado no mar. "É muito cedo para dizer que tipo de suporte ele possuía", disse Brennan, um dia depois de afirmar que a ideia de que Bin Laden não tinha um rede de apoio no Paquistão era inconcebível.
O Paquistão iniciou, por conta própria, uma investigação interna para saber como o terrorista conseguiu viver sem ser perturbado praticamente ao lado de um retiro popular de generais paquistaneses. "Eles estão tentando descobrir se há indivíduos dentro dos serviços de inteligência do Paquistão ou militares que sabiam sobre a residência de Bin Laden, e se deram ou não apoio ao líder da Al-Qaeda", afirmou.
O assessor defende a complicada aliança entre os EUA e Paquistão, em meio a quentes discussões do Congresso sobre restringir as ajudas ao Paquistão ou cortá-las completamente. "Sei que as autoridades paquistanesas querem chegar ao fundo desta questão e estamos trabalhando de perto para ajudá-los na investigação", explicou. "Nossa cooperação antiterrorista com o Paquistão é forte", disse.
"Sim, há diferenças no ponto de vista. Sim, há momentos que queremos ser mais agressivos. Levamos em conta as considerações paquistanesas. O Paquistão é um forte parceiro contra o terrorismo", explicou. O pronunciamento foi feito depois que congressistas de ambos os partidos expressaram profunda irritação e suspeita quanto ao país aliado, alegando ser impossível que o governo não tivesse conhecimento sobre a localização da casa de Bin Laden em Abbottabad.
O senador republicano John Cornyn acusou o Paquistão de acobertar o mentor do 11 de setembro e disse que era hora de rever os bilhões de dólares anuais que os EUA enviam de ajuda. "Certamente nós precisamos examinar com cuidado e ter a certeza de que nossos dólares que vão para o estrangeiro sejam para promover os interesses americanos, não o de outros", disse.
O representante republicano Allen West, que está próximo do partido ultraconservador, disse ao canal Fox News, no fim da segunda-feira, que era o momento de "reavaliar a relação com o Paquistão". "Precisamos ter algumas conversas muito sérias e reter o financiamento até que algumas questões sejam respondidas", explicou.