A maioria das crianças migrantes que chegaram à Europa em 2025 viajou sozinha, informou, nesta quarta-feira (7), a Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta para os abusos e a violência enfrentados durante o trajeto.
Mais de 20 mil das 31,1 mil crianças que chegaram à Europa pelas rotas migratórias no ano passado estavam desacompanhadas dos pais ou de um responsável, segundo estudo conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
"Este relatório mostra o quão expostas elas estão à violência e à exploração quando as vias seguras são limitadas e precisam depender de traficantes", declarou Amy Pope, diretora da OIM. "Nenhum menor deveria ter de enfrentar esses riscos sozinho", acrescentou.
Embora o número total de crianças que chegaram por mar e por terra a Bulgária, Chipre, Grécia, Itália, Malta e Espanha tenha caído 25% em relação a 2024, a proporção de menores desacompanhados subiu de 51% para 67%.
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A Itália recebeu mais de 12 mil menores desacompanhados, principalmente provenientes do Egito, da Eritreia, de Bangladesh, da Somália e do Sudão.
Na Espanha, foram mais de 4,7 mil, vindos sobretudo da Argélia, do Marrocos, do Mali e do Senegal.
Quase metade dos migrantes de 15 a 24 anos entrevistados pela OIM afirmou ter sofrido violência física durante o trajeto, especialmente na Líbia.
Em comunicado, a OIM pediu que os Estados-membros da União Europeia coloquem o interesse superior da criança no centro de cada decisão, garantam acesso rápido a serviços e nunca detenham menores por migração irregular.