Uma réplica, de magnitude 6,0, foi registrada em seguida às 17h04min (9h34min de Brasília), segundo a mesma fonte. Várias outras cidades da região, principalmente Ardébil, Meshkinshahr e Ahar também foram fortemente atingidas. "O acesso às aldeias da região está cortado e nós mantemos contato apenas por telefone com elas", declarou Mahmoud Mozafar, chefe da Defesa Civil iraniana à agência Mehr.
"Nenhum registro foi anunciado até o momento, mas os feridos foram levados para o hospital", acrescentou. Ele indicou que helicópteros haviam sido enviados para as aldeias da região. Um porta-voz dos bombeiros de Tabriz afirmou à agência Isna que "a energia elétrica foi cortada na maior parte dos bairros da cidade (...) e que há um engarrafamento monstruoso".
As agências Mehr e Fars indicaram que as comunicações telefônicas fixas e móveis tinham sido cortadas pelo sismo, complicando a busca por informações sobre esse terremoto. Segundo as duas agências, moradores de Tabriz, aterrorizados, saíram às ruas para fugir de suas casas, que tremiam.
O Instituto de Estudos Geológicos americano, que monitora os terremotos em todo o planeta, confirmou esses tremores de terra. Ele estimou o primeiro em 6,2 e o segundo em 6,3, de acordo com a Escala de Magnitude de Momento, utilizada para os tremores de terra de magnitude superior a 5.
O Irã está localizado sobre falhas sísmicas grandes e já foi atingido por vários sismos devastadores. O maior terremoto dos últimos anos ocorreu na cidade de Bam, no sul do país, em dezembro de 2003, e causou a morte de 31 mil pessoas, ou um quarto da população.