A polícia é criticada por sua passividade na tragédia e muitos egípcios acreditam que partidários do presidente deposto Hosni Mubarak instigaram as torcidas rivais para intensificar a tensão no país. Entre as outras 52 pessoas julgadas neste sábado, 28 foram absolvidas.
Dos nove policiais acusados, dois foram condenados a 15 anos de prisão. Trata-se do general Isam Samak, ex-chefe de segurança em Port Said, e do general de brigada Mohamed Saad, que no momento dos fatos tinha as chaves dos portões do estádio, que estavam fechados. Os outros sete policiais foram absolvidos.
Em fevereiro de 2012, os distúrbios ocorridos depois de um jogo de futebol disputado em Port Said (nordeste do Egito) entre a equipe local do Al-Masry e uma equipe do Cairo, o Al-Ahly, deixaram 74 mortos. Esse incidente, o mais violento do futebol egípcio, ocorreu depois da vitória do Al-Masry quando centenas de seus torcedores invadiram o gramado e atacaram os torcedores do Al-Ahly.