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Dois soldados morrem em combates durante eleições na Colômbia

Participação no pleito é estimada entre 50% e 53%

Dois soldados morrem em combates durante eleições na Colômbia
Dois soldados morrem em combates durante eleições na Colômbia Foto : AFP
Dois soldados e um rebelde mortos foi o saldo deixado neste domingo nos combates entre o exército e a guerrilha das Farc em várias regiões da Colômbia, durante a realização das eleições presidenciais. Os colombianos compareciam em massa às urnas, com uma participação, segundo o Registro Nacional, avaliada entre 50% e 53%, acima do índice de 45,5% de 2006.

O presidente Álvaro Uribe e sua esposa Lina Moreno foram os primeiros eleitores a depositar seu voto num colégio eleitoral de Bogotá. "O voto de consciência é pela dignidade da pátria", afirmou o chefe de Estado. "Temos uma diminuição dos incidentes de ordem pública em 86% em relação a 2002 e em 50% em relação a 2006", disse o ministro do Interior, Fabio Valencia, ao fazer um relatório para a imprensa horas após abertura das urnas.

Entre os eventos até agora, Valencia se referiu à morte de um soldado durante o ataque da guerrilha contra uma patrulha do departamento de Meta (centro-leste). Outro militar morreu em confrontos com grupos armados ilegais não-identificados no departamento de Bolívar (norte), disse o governador Jorge Mendoza.

O ministro disse ainda que as chuvas torrenciais que afetam algumas zonas do país obrigaram a justiça eleitoral a transferir 53 postos de votação e impossibilitaram a instalação de outros oito. "Foram reportadas 47 denúncias de constrangimento ao eleitores (pressão) e algumas queixas sobre o envolvimento de funcionários em política (boca de urna)", acrescentou Valencia ao concluir seu relatório.

Eleição é marcada por disputa acirrada

A eleição deste domingo é marcada por uma disputa acirrada entre o governista Juan Manuel Santos e o ex-prefeito de Bogotá (1995-1997 e 2001-2003), Antanas Mockus. Depois de oito anos de governo do direitista Alvaro Uribe, os colombianos devem decidir se dão continuidade ao "uribismo" com seu ex-ministro da Defesa (2006-2009) Santos, ou se favorecem a mudança encarnada por Mockus.

Os dois estariam tecnicamente empatados, segundo as pesquisas que preveem, no entanto, um segundo turno no dia 20 de junho, uma vez que nenhum obteria mais de 50% dos votos agora, no domingo. Entre os nove aspirantes à presidência, só Santos e Mockus conseguiriam mais de 30% dos votos cada um; os demais, individualmente, não obteriam 6% das intenções.