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Dominique Strauss-Kahn pediu imunidade diplomática ao ser preso

Pena máxima para os sete crimes que pesam sobre ex-chefe do FMI soma 74 anos e três meses de prisão

O ex-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, tentou, sem sucesso, alegar imunidade diplomática quando foi preso por tentativa de estupro contra uma camareira de hotel, informam transcrições policiais divulgadas pela procuradoria, na última quinta-feira. As declarações mostram ainda que após ser tirado do assento na primeira classe de um voo da Air France, em 14 de maio, e levado para Manhattan, ele recuou, já na delegacia, quando questionado se tinha algum tipo de status diplomático, afirmando: "Não, não, não. Não estou tentando usar isso, só quero saber se preciso de um advogado". O FMI, do qual mais tarde Strauss-Kahn renunciou do cargo de diretor-gerente, informou, dias depois da prisão, que a imunidade não se aplicava ao caso, já que ele estava em Nova York para assuntos pessoais.

As transcrições revelam uma conversa telefônica, às 15h42min - menos de quatro horas após cometer o suposto ataque sexual - na qual Strauss-Kahn indaga a um funcionário do setor de objetos perdidos do hotel sobre o paradeiro do telefone celular. Às 16h03min, ele telefonou novamente ao hotel e disse: "Quero falar com a pessoa que está trazendo meu celular. Quando vai chegar? Estou na sala da Air France, telefone para este número". Já às 16h40min, supostamente a bordo do avião, perguntou ao detetive da polícia que o interpelou: "Você está com o meu celular"? Logo em seguida, quando os policiais pediram que abandonasse o avião, questionou: "Para quê"? Cinco minutos depois, já na porta, o sargento Raymond DiLena disse a Strauss-Kahn: "A Polícia de Nova York precisa conversar com o senhor sobre um incidente em um hotel da cidade". Às 17h, o acusado estava na delegacia do aeroporto, onde foi orientado a esvaziar os bolsos e colocar os objetos sobre a mesa. Quando algemado, indagou: "É mesmo preciso"? - antes de afirmar que tinha imunidade diplomática. "Isto não está neste passaporte, tenho um segundo passaporte (...). Posso falar com alguém do consulado francês"?

A caminho de uma delegacia especializada em crimes sexuais, Strauss-Kahn disse que precisava dar um telefonema para avisar que não poderia participar de uma reunião no dia seguinte, e reclamou que as algemas estavam apertadas. A pena máxima para os sete crimes que pesam sobre Strauss-Khan, entre eles tentativa de estupro e cárcere privado, soma 74 anos e três meses de prisão, segundo a promotoria.

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