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Doze pessoas são detidas por atentado de Londres e May culpa o extremismo islâmico

Operações prosseguem no bairro de Barking

Operações prosseguem no bairro de Barking
Operações prosseguem no bairro de Barking Foto : Justin Tallis / AFP / CP
Doze pessoas foram detidas neste domingo como parte da investigação do atentado de sábado à noite em Londres que deixou sete mortos, além dos agressores, e que a primeira-ministra britânica Theresa May atribuiu ao extremismo islâmico. Agentes da unidade antiterrorista da Polícia Metropolitana realizaram a detenção de "12 pessoas no bairro de Barking, zona leste de Londres, em conexão com os incidentes da noite passada na London Bridge e na área do Borough Market", anunciou a polícia em um comunicado.

As operações prosseguem na área. Barking é um bairro modesto do leste de Londres.  Três homens atropelaram com uma van os transeuntes na famosa London Bridge, antes de descer do veículo e esfaquear várias pessoas no Borough Market, em uma área de bares e restaurantes ao redor do mercado. A polícia matou os três homens apenas oito minutos depois de receber o primeiro alerta sobre o incidente.



"Infelizmente, acabam de confirmar que sete pessoas morreram", afirmou a chefe de polícia da capital inglesa, Cressida Dick. A polícia também informou que 48 pessoas foram hospitalizadas. Entre os feridos estão quatro franceses, um espanhol e um australiano, de acordo com seus respectivos governos.

Após uma reunião extraordinária de seu comitê de segurança, May disse que o país enfrenta "uma nova forma de ameaça", na qual os autores dos atentados "copiam uns aos outros" e se inspiram em "uma ideologia do mal do extremismo islâmico". "O terrorismo alimenta o terrorismo e os autores passam ao ato não com base em complôs cuidadosamente preparados, e sim porque são agressores que copiam uns aos outros utilizando os meios mais ordinários", disse May em Downing Street após a reunião.

Vencer a ideologia islamita "é um dos grandes desafios do nosso tempo", completou, antes de ressaltar que a resposta não deve ser apenas realizar operações antiterroristas continuamente, e sim levá-la ao terreno das ideias e a internet "para evitar a propagação". Quase todos os partidos suspenderam a campanha neste domingo, mas esta continuará "amanhã (segunda-feira) e as eleições gerais acontecerão como estava previsto na quinta-feira, 8 de junho", disse May.

Oito minutos infernais

"Às 22h08min (18h08min de Brasília) de ontem começamos a receber avisos de que um veículo havia atropelado transeuntes na London Bridge", disse um porta-voz da polícia. "O veículo prosseguiu da London Bridge para Borough Market. Os suspeitos abandonaram o veículo e um número de pessoas foi esfaqueado", acrescentou a mesma fonte.

"Policiais armados responderam rapidamente e de forma corajosa, enfrentando os três homens suspeitos, que foram atingidos por tiros e morreram", explicou o porta-voz. A morte dos suspeitos aconteceu "em oito minutos" desde que a Polícia recebeu o alerta do incidente, elogiou a mesma fonte. "Os suspeitos estavam com algo que pareciam cinturões de explosivos, mas que depois se revelaram falsos", concluiu.

Gerard Vowls, de 47 anos, que estava assistindo a final da Champions League no pub Ship, afirmou ao jornal The Guardian que viu o momento em que esfaquearam uma mulher de 10 a 15 vezes. "Ela dizia 'me ajuda', 'me ajuda', e não pude fazer nada", lamentou.

Vowls jogou cadeiras, vasos e garrafas na direção dos agressores para tentar afastá-los da mulher. "Eles voltaram para tentar me esfaquear. Quero saber se a mulher está bem. Estou chorando há uma hora e meia, dando voltas, não sei o que fazer", disse, muito abalado.