A boa notícia sobre as duas enfermeiras, que contraíram o ebola enquanto cuidavam de um paciente liberiano no Texas (sul), ocorre enquanto a cidade de Nova Iorque lidava com seu primeiro caso confirmado de infecção pela febre hemorrágica.
Vestindo camiseta azul turquesa e aparência saudável, Nina Pham sorriu durante a coletiva concedida na parte externa do Centro Clínico dos Institutos Nacionais de Saúde (NHI, na sigla em inglês) em Bethesda, Maryland.
"Eu me sinto afortunada e abençoada por estar aqui hoje", disse Pham aos jornalistas, expressando sua gratidão àqueles que rezaram por ela e cuidaram dela enquanto esteve doente.
"Estou em processo de recuperação, enquanto reflito sobre os muitos outros que não foram tão afortunados", prosseguiu.
Pham foi a primeira trabalhadora de saúde a ser infectada com ebola nos Estados Unidos, e pegou a doença do paciente liberiano Thomas Eric Duncan, que deu entrada no Hospital Presbiteriano de Dallas em 28 de setembro.
Outra enfermeira colega dela, Amber Vinson, também foi infectada. Ela também se curou, mas ainda não foi liberada do Hospital da Universidade Emory, em Atlanta, Geórgia (sul).
"Os exames não detectam mais o vírus no sangue dela", destacou o hospital, acrescentando que a jovem "fazia bons avanços", mas que permaneceria na unidade de doenças infecciosas graves para cuidados de suporte continuados até segunda ordem.
Pham, de 26 anos, disse que seus pensamentos estão com a amiga, Amber, e com outro profissional de saúde, o médico americano Craig Spencer, diagnosticado com ebola na quinta-feira, em Nova York, após voltar da Guiné.
Ela também agradeceu ao médico Kent Brantly, o missionário americano que desenvolveu a doença na Libéria durante o verão e que doou plasma para ajudá-la em sua recuperação.
Pham deve encontrar-se com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca, antes de voltar para o Texas. Ela pediu privacidade para que possa voltar à vida normal.
"Embora não tenha mais ebola, eu sei que pode demorar um pouco até eu recuperar as forças", afirmou a jovem.
A enfermeira não tomou nenhum medicamento experimental contra o Ebola enquanto esteve isolada no hospital de pesquisas especializado em Bethesda, Maryland, afirmou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias.
Duas enfermeiras americanas foram declaradas curadas do ebola
Uma delas está saudável o suficiente para deixar o hospital e encontrar-se com o presidente Obama