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Ebola provocou mais de mil mortes, anuncia OMS

Libéria registrou 45 novos casos e 29 óbitos

Imagem mostra padre Miguel Pajares sendo transferido antes de morrer pelo ebola
Imagem mostra padre Miguel Pajares sendo transferido antes de morrer pelo ebola Foto : Inaki Gomes / AFP / CP
O número de mortes provocadas pelo vírus ebola chegou a 1.013, com 1.848 casos registrados, segundo o balanço mais recente da Organização Mundial da saúde (OMS). Cinquenta e duas mortes foram registradas entre 7 e 9 de agosto, com 69 novos casos, de acordo com os dados da OMS.

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Segundo o balanço, 11 novos casos e sete mortes foram registrados na Guiné, 45 novos casos e 29 mortes na Libéria, assim como 13 novos casos e um óbito em Serra Leoa. Nenhum caso foi registrado no período na Nigéria, o quarto país afetado pelo vírus.

O padre Miguel Pajares, infectado com o vírus ebola, morreu nesta terça-feira no Hospital Carlos III, em Madri, anunciaram fontes do setor da Saúde de Espanha. Ele chegou quinta-feira passada à capital espanhola, procedente da Libéria, onde contraiu a doença. Pajares foi o primeiro europeu afetado pelo ebola e estava recebendo desde sábado um soro experimental, que tem sido administrado nos Estados Unidos.

O vírus ebola é transmitido por contato direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. Não há vacina conhecida para a doença.

Tratamentos não homologados

O Comitê de Ética da OMS aprovou em uma reunião na segunda-feira o uso de tratamentos não homologados para lutar contra a febre hemorrágica do ebola, segundo um comunicado divulgado nesta terça.

"Diante das circunstâncias da epidemia e sob certas condições, o comitê concluiu que é ético oferecer tratamentos - cuja eficácia ainda não foi demonstrada, assim como os efeitos colaterais - como potencial tratamento ou de caráter preventivo", afirma a nota da OMS.

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